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12 Abril, 2018
As grandes empresas latino-americanas também estarão na Cúpula das Américas
A equatoriana Isabel Noboa, o argentino Gustavo Grobocopatel e o peruano Eduardo Hochschild serão alguns dos protagonistas da Cúpula Empresarial das Américas que ocorre esta semana em Lima. O evento, que reunirá 12 presidentes e 700 líderes empresariais, é considerado o evento empresarial mais importante do hemisfério.

Fique com estas palavras: "Made in the Americas". Será um dos grandes lemas da Cúpula Empresarial das Américas, a ser realizada nos dias 13 e 14 de abril em Lima (Peru), paralelamente à reunião de chefes de Estado e de governo do continente. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) qualifica essa reunião, na qual 12 presidentes e mais de 700 líderes empresariais se reunirão como "o mais importante evento de negócios do hemisfério".

É porque os empreendedores latino-americanos do calibre de Isabel Noboa, presidente executiva do consórcio Nobis no Equador; Gustavo Grobocopatel, presidente do Grupo Los Grobo na Argentina, e Eduardo Hochschild, presidente executivo do grupo de mineração Hochschild no Peru, entre muitos outros. São três referências no mundo dos negócios da América Latina, cujas empresas se expandiram globalmente.

Noboa é responsável pela Nobis, uma das mais importantes do Equador, que opera nos setores agrícola, imobiliário, industrial, comercial e turismo. Emprega mais de 8.000 trabalhadores e as receitas superaram os 600 milhões de dólares no último ano financeiro. Seu pai, o empresário Luis Noboa Naranjo, virou Equador no maior exportador de bananas do mundo, graças ao trabalho em frente Exportadora Bananera Noboa, que fundou em 1961 (Leia mais: Como foi a transferência família de mais império banana do Equador).

Precisamente, Noboa será um dos encarregados de falar sobre o "fato nas Américas", ou seja, a crescente importância das cadeias globais de valor. Como a América Latina e o Caribe podem reduzir os custos de acesso ao comércio exterior e, assim, aumentar sua participação nas cadeias de valor regionais e globais? A região está maximizando todo o potencial de suas vantagens comparativas?

Estas são algumas das questões que o Equador vai tentar responder com Luiza brasileira Helena Trajano, presidente da Magazine Luiza, um dos maiores fornecedores do Brasil com mais de 800 lojas que vendem de tudo, desde aparelhos de tecnologia, brinquedos e utensílios de cozinha. O documento também incluirá o peruano Carlos Añaños, presidente do Patronato Pikimachay; o CEO das Américas da DHL Express, Mike Parra; e UPS, Romaine Seguin.

Por sua parte, Los Grobo é um dos grupos agrícolas mais poderosos do país e também da América Latina. Produz 300 mil toneladas de soja por ano, 100 mil de trigo, 100 mil de milho e pelo menos outros 10 mil de girassol. Um império tingido de verde que fatura 1.000 milhões de dólares por ano (Veja mais: Os reis argentinos da soja apostam na tecnologia para entender a natureza).

Gustavo Grobocopatel falará em Lima sobre a revolução agroindustrial. De acordo com dados da própria Cúpula, cerca de 28% dos 445 milhões de hectares de terra potencialmente adequados para a expansão sustentável da área cultivada no mundo são encontrados na América Latina e no Caribe. Esta é uma "grande oportunidade" para a região se tornar a principal fornecedora de alimentos em todo o mundo. Até agora, 50% das exportações mundiais de bananas, açúcar e soja são provenientes da América Latina e mais de 25% das exportações de café, carne bovina, frango e milho.

É aí que a experiência da Los Grobo entra em cena. O grupo tem muito a dizer para ajudar a região a consolidar um papel de liderança na produção mundial de alimentos. Também sobre como aproveitar as melhorias tecnológicas no setor primário. E como não encorajar a participação de pequenos agricultores nas cadeias de valor regionais e globais? Mais uma vez, o "fato nas Américas" será lançado.

O empresário argentino será acompanhado por Marie Haga, diretora executiva da ONG The Crop Trust no Peru, e o costarriquenho Pablo E. Vargas, CEO do Café Britt.

Finalmente, em recursos naturais e energia inteligente, falará o peruano Eduardo Hochschild. É a terceira fortuna do Peru com 1.500 milhões de dólares, segundo a Forbes. Ele é responsável por uma empresa familiar. Seu tio-avô fundou o grupo Hochschild, focado no comércio de minerais, em 1911. Não foi até 1987, quando Eduardo entrou para a empresa.

Apenas 11 anos depois, ele foi nomeado presidente da empresa e atualmente, além de presidir a empresa de mineração, também é responsável pela Cementos Pacasmayo. Com sede em Lima, a Hochschild está listada na Bolsa de Valores de Londres e gerencia minas de ouro e prata no Peru, Chile e Argentina. Enquanto isso, a Cementos Pacasmayo está listada no mercado peruano e também na Bolsa de Valores de Nova York, onde estreou em 2012.

Na Cúpula Empresarial das Américas, a Hochschild tentará oferecer respostas a perguntas como: Como as Américas podem extrair sustentavelmente recursos naturais? Como as mais recentes tecnologias de redes inteligentes podem ser implementadas com sucesso? Como os governos e as empresas podem trabalhar juntos para aproveitar ao máximo os recursos naturais da região?

Na mesma palestra, a economista Vivianne Blanlot, diretora da Antofagasta Minerals (Chile) também falará. Ex-ministro da Defesa Nacional no primeiro governo de Michelle Bachelet e responsável pela avaliação de investimentos e programas na área de energia, mineração, água potável e infraestrutura rodoviária no BID, Blanlot é responsável pela mineradora, listada na Bolsa de Valores. Londres e tem minas de cobre no Chile. É controlado pelo Luksic, uma das principais fortunas do Chile.

Os EUA General Electric e AES Corporation, e o canadense Barrick Gold e ATCO completam o painel de discussão. E é que as grandes empresas dos EUA vão assumir a liderança na Cúpula. Das 40 empresas que oferecerão uma palestra, 21 são dos Estados Unidos (Veja mais: As multinacionais mais importantes dos EUA assumem a Cúpula das Américas).

É de salientar que a nomeação contará com a presença do representante da América Latina Aimeé Sentmart, presidente executivo do Banistmo (Panamá); Juan Eduardo Errázuriz, CEO da Sigdo Koppers (Chile); Mariela García de Fabri, CEO da Ferreycorp (Peru); Roque Benavides, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Empresas Privadas do Peru; Bruce Mac Master, presidente da Associação Nacional de Empresários da Colômbia, e Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria do Brasil.

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Fonte:
www.alnavio.com (Spain). Por: Leticia Núñez.
Tradução automática do espanhol.

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