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Nesta ocasião, o renomado filósofo colombiano Bernardo Toro, Mestre em Pesquisa e Tecnologias Educacionais, com estudos em Matemática e Física; e um dos fundadores da AVINA apresentou sua teoria sobre o Paradigma do Cuidado para enfrentar os principais desafios do capitalismo pós-pandemia: beneficiar a humanidade para gerar sociedades mais inclusivas, sustentáveis e justas.
“Um dos grandes problemas do ser humano é ter consciência. A consciência separa o homem da natureza. O ser humano aprendeu a criar condições para ser melhor nesta casa que chamamos de terra. O problema hoje não está na produção desses bens, serviços, valores, relacionamentos e ambientes, mas na acumulação”. Bernardo Toro assegurou; "Temos que produzir o suficiente para que o acesso de todos seja garantido", acrescentou.
Ao ser consultado pela Grobocopatel, Toro desenvolveu amplamente seu conceito de Paradigma do Cuidado: “O cuidado não é um assunto, é um computador da realidade. Desde a revolução industrial até aqui, o paradigma que vem ordenando a economia e as decisões políticas do Ocidente tem sido o da acumulação, do poder e do sucesso, hoje representado pelas comunicações, redes sociais, internet e turismo.massivo”, exemplificou. “São ativos que nos deram muitas coisas positivas, que nos permitem alcançar essa autoconsciência, mas ao mesmo tempo estávamos criando, nós mesmos, as condições para desaparecer do planeta. O paradigma do cuidado, então, tem o poder de reparar o passado e garantir o futuro”.
Toro, que na AVINA trabalha há anos para desenvolver vínculos na sociedade civil, para ajudar a fornecer soluções às comunidades, analisou: “Toda acumulação representa medo. A falta de bens públicos gera medo em alguns países. O cuidado, então, é a forma concreta de evitar danos, dores nos outros. Cada Ministério de qualquer Estado deve aplicar o Paradigma do Cuidado para estabelecer suas políticas”. E acrescentou: “Se uma pessoa, ou uma única empresa, tem mais poder que o Estado, então a possibilidade de bem-estar para toda a sociedade está ameaçada. Grandes economias em poucas mãos geram grande desigualdade. Então, temos que entender: não podemos deixar de ser produtivos, mas temos que gerar bens úteis, enfrentar a obsolescência, educar sobre quais são as transações ganha-ganha que produzem riqueza”.
O encontro aconteceu através da plataforma virtual MAUÁ do Grupo Los Grobo, na última quinta-feira, 26 de maio à tarde e já está disponível:
Toro, que também atuou como consultor do UNICEF, do Banco Mundial e do BID para a América Latina, nas áreas de Educação, Comunicação e Mobilização Social, é o quarto referente deste ciclo que em edições anteriores já teve os destaques de presença do economista e político Enrique Iglesias, do acadêmico Juan Enriquez; e o economista e professor Ricardo Hausmann.
