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06 Julho, 2022
Da carne cultivada ao campo sem tratores
A necessidade de agregar valor à bioeconomia do milho, uma das maiores fontes de "emissão de dólares" na Argentina; os desafios dos sistemas alimentares; a revolução tecnológica e organizacional que o setor sofrerá daqui a dez anos; a perspectiva da maior empresa avícola do país e uma das maiores geradoras de emprego, e até mesmo o papel do milho na carne artificial.

Esses foram alguns dos grandes temas abordados pelo painel “Instituições, empresas e tecnologias para o desenvolvimento da cadeia”, moderado por Fernando Vilella, diretor do Programa FAUBA Bioeconomia, no qual Gabriel Delgado, representante do Instituto Interamericano, apresentação da Cooperação para a Agricultura (IICA); Gustavo Grobocopatel, presidente da Los Grobo, e Joaquín De Grazia, presidente da Granja Tres Arroyos.

Referente e transformador da realidade produtiva, Gustavo Grobocopatel colocou a inovação como bandeira do desenvolvimento. “A inovação quebra a linha e gera novos pisos e cenários que até então não haviam sido imaginados”, disse.

O empresário do agronegócio garantiu que percebe cada vez mais claramente que o campo dos próximos anos será muito diferente do atual como local de produção, devido à convergência da inovação nos processos. "Haverá mais robotização, campos sem tratores, máquinas que não trabalharão por tração e equipamentos para injetar sementes e insumos no solo", descreveu, além do crescente surgimento de um modelo que usará produtos biológicos para controlar ervas daninhas e insetos. Daqui a dez anos, a Grobocopatel projeta uma agricultura "mais agroecológica".

Essa convergência tecnológica também está aliada a uma logística mais eficiente, com uma “uberização” dos transportes e a consolidação das fintechs como prestadoras de serviços financeiros para o setor. “A inteligência artificial vai mudar a forma de encadear a cadeia de valor, com as particularidades de cada elo, auxiliada pela digitalização”, assegurou.

Os produtos também serão o foco da inovação, disse ele. A carne artificial será uma delas, e ele previu que o milho também terá seu lugar por lá.

Nesse novo cenário, falar sobre cadeias de valor será insuficiente. Para a Grobocopatel, subirá à dimensão de ecossistemas, com prestadores de serviços de todos os tipos.

Além da visão positiva do que está por vir para o setor agropecuário, o empresário admitiu que essa revolução tecnológica pode não nos deixar felizes e causar dor. "A sociedade não está preparada para essa transformação, muito menos o Estado, que está pensando mais em política e eleições do que em transformar a vida das pessoas", alertou.

Nessa linha, ele pediu uma maior participação do setor privado e das instituições. “Deixar essa transformação nas mãos dos políticos será difícil; nós empresários vamos ter que nos envolver”, antecipou. Ele acreditava que as organizações das cadeias produtivas vão ter que liderar essa mudança do ponto de vista institucional: “A esperança é a chave que nos move e o papel da Maizar é transcendental, não apenas como disseminador de tecnologias, mas também de seu lugar na sociedade para acompanhar os desafios que estão por vir”, exemplificou. Veja nota completa em → ruralnet.com.ar

Tradução automática do espanhol.

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