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18 Fevereiro, 2022
Faturam US$ 650 milhões e, por enquanto, só pensam em crescer na Argentina
A agroindustrial Los Grobo, que planta 250 mil hectares e já tinha operações na região, pretende consolidar seus negócios no país; busca aumentar sua superfície e expandir em outros negócios.

O grupo Los Grobo, um dos maiores players do setor de agronegócios, espera faturar US$ 100 milhões a mais neste ano em relação a 2021. Saltará de US$ 650 milhões para US$ 750 milhões.

Isso foi expresso em diálogo com LA NACION Enrique Flaiban, CEO da empresa. Flaiban, que entre outras empresas ganhou experiência na Petrocuyo e Ecogas, assumiu a empresa em meados do ano passado.

Hoje, 76% da empresa agroindustrial é controlada pelo grupo de investimentos Victoria Capital Partners (VCP), enquanto os 24% restantes são detidos pelo produtor Gustavo Grobocopatel e sua irmã Matilde. A VCP entrou na empresa em 2016. Já desembolsou cerca de US$ 350 milhões.

A empresa tem um plano de expansão de três a cinco anos que contempla o crescimento progressivo da área plantada, a abertura de novas filiais para venda de insumos e a originação de mais grãos para sua comercialização.

Nessa linha, indicou o CEO, está plantando 250 mil hectares e pretende saltar para 350 mil hectares. Hoje as lavouras são feitas em um modelo de associação com os produtores. Muitos colocam seus campos e outros, por exemplo, os mantimentos. A Los Grobo busca um negócio baseado nas alternativas com os produtores. Hoje eles têm 74 sócios.

"Precisamos dobrar o número de parceiros", disse Flaiban em relação ao plano de expansão do plantio.

Por outro lado, origina e comercializa cerca de 2,5 milhões de toneladas. Nesse caso, a meta também é crescer, para 3,5 milhões de toneladas. Para isso haverá expansão de unidades armazenadoras e novas em outras regiões.

Como mencionado, em 2021 faturou US$ 650 milhões. O negócio como tal deixou US$ 70 milhões. Com isso, os juros da dívida são pagos e uma parte é utilizada para investimentos.

A rigor, a empresa vem do refinanciamento de uma dívida de US$ 150 milhões. 80% foi refinanciado para 2024/2025. Vale lembrar que a Los Grobo Agropecuaria e a Agrofina, outra empresa de insumos agroquímicos que controla, elevaram seu rating de emissor de longo prazo de BBB+(arg) para A-(arg) com perspectiva estável. Isso foi relatado pela empresa com base em um relatório da agência de classificação de risco FIX.
Estratégia

A empresa soube estar fortemente presente nos mercados do Uruguai e do Brasil. Neste último, por exemplo, associou-se à gigante japonesa Mitsubishi Corporation, para quem acabou vendendo todo o pacote de ações no Brasil.

A empresa não atua mais no mercado externo e, pelo que destacou o CEO, por enquanto não é intenção retornar aos países da região.

"Focamos na consolidação no país", disse Flaiban. De fato, na firma eles acreditam que na Argentina há espaço para justamente “consolidar” o negócio além da realidade interna.

Além disso, estão entusiasmados com o modelo de associação com os produtores. A rigor, eles também destacam que muitos deles, após a colheita da safra, acabam comercializando sua produção por meio da empresa.

Neste contexto, pretendem também abrir mais sucursais para a venda de insumos. Já são 33 em Buenos Aires, Entre Ríos, Córdoba, Santa Fe e La Pampa. O plano contempla a abertura de mais 15. → www.lanacion.com.ar

Tradução automática do espanhol.

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