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30 Julho, 2021
Os desafios do desenvolvimento em tempos turbulentos, com o Prof. Ricardo Hausmann
Conversa entre Gustavo Grobocopatel e Ricardo Hausmann (Economista. Diretor do Center for International Development. Professor da Harvard University). Por meio da Comunidad Mauá.

Reflexões do Prof. Hausmann em sua conversa com Gustavo Grobocopatel.

A importância do know-how dos países no mundo hoje.

Os países são ricos por causa do que sabem fazer. Quanto mais pobre é o país, mais eles falam sobre seus recursos naturais. Os países não são ricos pelo que têm, mas pelo que sabem fazer.

A transformação dos países tem a ver com descobrir o que fazer, coisas novas a fazer e isso acontece fundamentalmente em encontrar melhores formas de fazer as coisas ou fazer coisas que não eram feitas antes.

O Estado precisa de desenvolvimento econômico e, por outro lado, as atividades econômicas precisam de regras, normas, marcos legais e outros instrumentos do Estado. Existe complementaridade entre as coisas.

Todas as tecnologias são receitas de know-how e são compostas por dois componentes: o que pode ser comprado e o que não pode. Ele pode comprar um veículo para você, mas não uma rodovia ou leis de trânsito. Cada um vive em um ecossistema de bens públicos. O que tem que haver é uma certa “co-evolução” onde estão os empreendedores e o ecossistema ao seu redor.

A diferença entre conhecimento e know-how.

Podemos dizer que o conhecimento é objetivo, é algo que existe "lá fora". Pode existir em um livro. É uma verdade que tem suporte, está codificada. Know-how é algo que só existe no cérebro, não nos livros. É a capacidade de identificar um problema e como responder a essa situação.

O know-how se move em diferentes escalas e em diferentes momentos. Ele se move pela migração e pelas diásporas.

Diversificação, especialização e oportunidades para a Argentina devido à pandemia.

Na Argentina não faltam unicórnios, mas há diásporas.

No momento, diásporas estão ocorrendo em muitos países. E isso está gerando muito movimento de know-how. O que se gera com as diásporas é que as pessoas conhecem seu país de origem e seu novo país. É normal que os países comercializem e invistam mais em outros países onde têm diásporas.

Argentina é um país com muitas oportunidades de crescimento, principalmente no meio rural, devido ao desenvolvimento da atividade agrícola. Mas o desenvolvimento de áreas que não são rurais como o Conurbano também deve ser considerado.

A pandemia nos obrigou a repensar como fazer as coisas. Permite o teletrabalho, que é trabalhar a partir de casa, mesmo no estrangeiro. Isso causará uma reconfiguração das cadeias de valor, onde muitas tarefas podem ser realizadas de outros lugares.

Um dos problemas que sempre se disse sobre a Argentina é que ela é remota. Com o teletrabalho, essa restrição torna-se menos importante.

As energias renováveis ​​são muito mais caras para transportar do que os combustíveis fósseis, o que leva à localização de atividades produtivas onde as energias renováveis ​​são geradas. O sul da Argentina possui áreas de ventos muito fortes. A Norte tem energia solar. Em geral, a Argentina produz muita biomassa. Esse é o desafio do país, gerar know-how com essa matéria-prima.

As coisas que funcionam bem você não vê. O mundo está crescendo e as possibilidades de crescimento e desenvolvimento também para os países.

O mais importante sobre a pandemia é o impacto que está tendo na América Latina. Nessa região causará efeitos que serão mais longos do que em outras regiões. Isso vai deixar cicatrizes.

O "nós" da Argentina.

Os argentinos demoraram muito para desenvolver uma identidade nacional, devido às grandes correntes de imigração que existiam. Mas hoje já podemos dizer que existe um certo sentimento de um "nós" argentino, de cooperação e sobre o qual um país pode se construir.

Tradução automática do espanhol.

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